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E a Pixar preferiu não sair da sua bolha em “Universidade Monstros”. O que não dá para chamar de erro, já que este é o filme mais ‘redondinho’ – bem divertido, mesmo – da empresa desde “Toy Story 3”. O que preocupa não é o filme em si, mas o que ele representa.

A Pixar passa por uma evidente crise de ideias desde “UP – Altas Aventuras”, de 2009. Desde então, só o desfecho de “Toy Story” e agora o prólogo de “Universidade Monstros”, dois antigos sucessos da rede, deram resultado. “Carros” já era fraco desde o primeiro – o fracasso da sequência era óbvio. Já “Valente” tem as melhores intenções do mundo, mas só funciona pela metade.

Para voltar a conquistar a opinião do público (que costuma coincidir com o da crítica neste gênero), foi preciso tirar os monstros do armário e fazê-los frequentar a faculdade, com todos os esteriótipos da juventude dentro dela – um agrado aos pais, que passaram a adolescência assistindo aos filmes de John Hughes.

Pois é. Tudo recorre ao passado. Fica difícil não ficar com medo do futuro de uma empresa que foi a mais criativa da década passada e agora aparece assim, só reciclando velhas histórias. De pioneira, a Pixar virou saudosista. A impressão que ficou quando eu saí de cinema é que ela pode ter crescido demais para brincar com as crianças de hoje em dia.