Lenine

Na 37ª entrevista da série, o Tramp conversou com o catautor, produtor musical e arranjador Oswaldo Lenine Macedo Pimentel, sim o Lenine. Com 30 anos de carreira, dez discos lançados, dois projetos especiais e inúmeras participações em álbuns de outros artistas, Lenine já teve suas canções gravadas por nomes como Elba Ramalho, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, O Rappa, Zélia Duncan, entre tantos outros.

Já ganhou cinco prêmios Grammy Latino, dois APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), nove Prêmios da Música Brasileira e se apresentou em dezenas de países em suas rotineiras turnês internacionais. Lançado em 2011, Chão, é o nome do mais recente álbum solo do cantor e foi produzido em parceria com seu filho Bruno Giorgi, além de contar com composições de Lula Queiroga, Carlos Rennó e Ivan Santos.

Leia a entrevista e veja o clipe para a faixa “Chão” feito por estudantes de cinema da Universidade Metodista de São Paulo:

Quando aconteceu o seu primeiro contato com a música?
L: Foi desde pequeninho, pois lá em casa todo mundo tocava algum instrumento. Então a música sempre esteve presente, mesmo que inconscientemente.

Se você não fosse músico, o que seria?
L: Eu seria botânico.

Compor para você é?
L: Estar atento.

Você tem algum ritual, passo-a-passo, método, etc, para compor suas canções?
L: Não, acho que para criar não pode ter regras.

Se você pudesse ser algum outro músico, quem você gostaria de ser?
L: Ah, eu não cairia nessa besteira duas vezes.

Uma música que você queria ter escrito?
L: “Saci”, do Guinga e Paulo César.

Quais são suas principais referências?
L: São muitas e podia subdividi-las em gêneros, regiões, eu me interesso por tudo. Tenho mais preferências do que referências. E dentro dessas preferências, tudo que é música contemporânea.

Qual o seu disco nacional preferido?
L: Clube da Esquina, do Milton Nascimento e Lô Borges.

E o internacional?
L: Volume 2, do Led Zepelin.

Para você o que a MPB representa?
L: A voz de um país que é quase um continente, portanto é complexa, diversa, plural, tem várias matizes.

O que os fãs do Lenine podem esperar no futuro?
L: Sempre entrega. Independente dos fãs, é algo que me persegue, procurar cada vez mais excelência e melhoria no que eu faço.

Tramp entrevista é uma série de conversas com os principais nomes da música nacional, onde os mais diferentes artistas respondem sempre as mesmas perguntas sobre música, composição e vida.