mahmundi

Na 26ª entrevista da série, o Tramp trocou uma ideia com a cantora carioca Marcela Vale, conhecida na cena musical apenas como Mahmundi. Com um estilo que mistura música eletrônica com indie, lo-fi e MPB, a musicista foi vocalista, guitarrista e compositora na banda Velho Irlandês até 2010.

Em março de 2012, lançou de forma independente, o seu primeiro EP, Efeito das Cores, em parceria com Lucas de Paiva e Felipe Vellozo. Em junho do mesmo ano, o EP foi lançado fisicamente, contendo três faixas inéditas, dentre elas dois remixes e a canção “#068 { Efeito dos Dias }”. Já em 2013, algumas semanas após conquistar o Prêmio Multishow na categoria Hit do Ano com a canção “Calor do Amor”, fruto do seu primeiro trabalho, Mahmundi lançou o seu segundo EP Setembro. Ouça:

Quando aconteceu o seu primeiro contato com a música?
M: Desde os 12 anos, devido as reuniões na igreja onde frequentava. Minha educação musical começou lá e sempre foi muito intensa.

Se você não fosse cantora, o que seria?
M: Trabalharia com publicidade ou fazendo jingles.

Compor para você é?
M: O processo de maior respeito e cuidado. É aquela hora em que você precisa observar tudo com a maior clareza e ter até as vezes um pouco de paciência para a coisa acontecer. Parece alquimia!

Você tem algum ritual, passo-a-passo, método, etc, para compor suas canções?
M: Não. Geralmente com algum instrumento na mão. Ultimamente estou sempre com uma bateria eletrônica e é a partir dela que surgem as outras coisas. A letra vai chegando quando tudo já está meio resolvido.

Se você pudesse ser algum outro artista, quem você gostaria de ser?
M: São muitos. Gostaria de ser o escritor e poeta Walt Whitman ou o meu querido geniozinho Paul McCartney.

Uma música que você queria ter escrito?
M: “Human Nature”, do Michael Jackson. Eu acho essa música e melodia umas das coisas mais lindas que já ouvi.

Quais são suas principais referências?
M: Muitas. Gosto muito dos músicos do Canadá e hitmakers dos anos 80. Muitos funks da Motown, ou seja, não vou conseguir listar tudo aqui!

Qual o seu disco nacional preferido?
M: Matita Perê, do Tom Jobim, e Acabou Chorare, dos Novos Baianos.

E o internacional?
M: Hahaha quantas pessoas já disseram Thriller, do Michael Jackson? Posso dizer ainda?

Para você o que a MPB representa?
M: Eu não vejo música pelas nomenclaturas e sim pelo que ela é individualmente. Acho que o Brasil tem uma relação carinhosa com a MPB, porque ela é a música ‘matriz’ do país. No meu caso, se for emocionante, já ganhou meu coração.

O que os fãs da Mahmundi podem esperar no futuro?
M: Um futuro bem movimentado, com muitos beats e hits pra dançar!

Tramp entrevista é uma série de conversas com os principais nomes da música nacional, onde os mais diferentes artistas respondem sempre as mesmas perguntas sobre música, composição e vida.