Winter & Triptides (Crédito: Gabriel Fernandez)

Figurinha carimbada dos rolês indies no Brasil, Samira Winter é uma brasileira à gringa. Vive em Los Angeles, mas de vez em quando volta para cá pra tocar com seu projeto Winter. Fã de música brasileira, Samira pegou emprestado da tropicália e da bossa nova referências para seu mais novo trabalho, o duo flower pop Winter & Triptides.

Formada por ela e pelo músico estadunidense Glenn Brigman – da banda Triptides -, também aficionado pelos sons tupiniquins, a dupla lançou no mês passado seu álbum de estreia, Estrela Mágica, uma obra de ares psicodélicos e setentistas, registrada por completo num gravador de fita Tascam, de Glenn.

Resultado: melodias adocicadas que servem de trilha para uma road trip com amigos tanto quanto pra embalar uma tarde de sábado sozinho(a) em casa. Em entrevista exclusiva para o Tramp, Samira contou mais sobre o novo projeto, curiosidades do processo de gravação, participações de alguns selos musicais e outras ideias, saca só:

Queria entender melhor sua parceria musical com o Glenn. Como vocês dois se conheceram até a ideia de gravar um disco juntos?

WT: Então, nós dois temos nossos próprios projetos; Winter e Triptides. Nos conhecemos alguns anos atrás num show em Los Angeles e descobrimos que tínhamos uma afinidade musical em questão da música brasileira. Daí eu escrevi “Doce Violeta” e mandei para ele para ver se ele queria me ajudar a gravar. Assim começou o projeto!

Estrela Mágica foi todo gravado num gravador analógico do Glenn, né? Como vocês optaram por esse tipo de produção? Tiveram dificuldades técnicas neste processo?

WT: Na verdade é o único jeito que o Glenn grava todos os discos dele. Então nem pensamos em outra maneira. Gostei bastante de gravar com uma máquina de fita cassete porque você não tem uma tela de computador para olhar, é só escutar o que tá sendo gravado.

No release de vocês está indicado alguns selos que estão envolvidos nesta divulgação/estreia. Pode comentar um pouco mais sobre cada uma dessas parcerias?

WT: Então a OAR lançou o álbum digitalmente como também em vinil e CD. Esse selo é baseado em Austin, no Texas, e também lançou discos dos Boogarins nos EUA. A Burger Records lançou em fita cassete!

Winter & Triptides (Crédito: Gabriel Fernandez)

O disco traz uma mistura boa de anos 70, com bossa nova, tropicalismo, rock psicodélico. Quais seriam as principais referências sonoras deste álbum e o que você sente que pegaram emprestado de cada uma delas?

WT: Acho que “Raio de Sol” é a canção com o arranjo mais bossa nova inclusive com uma flauta transversal. Além disso acho que a maioria do álbum tem a mistura do estilo do Glenn que vem da psicodelia flower power americana com a nossa paixão por Erasmo, Gal, Caetano, João Donato.

Quais as próximas novidades do Winter & Triptides para 2018?

WT: Agora a Winter está em turnê na Europa e quando voltarmos vamos fazer uma turnê pela costa oeste dos Estados Unidos. Triptides vão fazer uma tour pela Europa em novembro. Estamos coordenando agora de fazer uma turnê juntos começo do ano que vem. E eu acho que vou fazer alguns shows solos pelo sul do Brasil em dezembro!