Quando o assunto é música brasileira, por mais diferente que seja o seu gosto, existem alguns discos nacionais que são unanimidades, pois continuam sendo aclamados com o passar dos anos – e bota anos nisso.

A fim de te levar por uma viagem histórica da música popular, o Tramp listou 10 discos nacionais para você ouvir antes de morrer. Mesmo sabendo que listas são sempre polêmicas, acreditamos que você provavelmente colocaria outros discos, mas com certeza não teria coragem de tirar nenhum dos listados abaixo. Confira:

Novos Baianos – Acabou Chorare (1972)

Considerado por muitos o disco mais emblemático da música brasileiro, Acabou Chorare é o segundo trabalho de estúdio do grupo formado por Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo, Moraes Moreira e outros grandes nomes da música baiana. Foi lançado em LP, pela gravadora Som Livre, e conta com as faixas “Brasil Pandeiro”, “Preta Pretinha”, “Swing de Campo Grande”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta” e “A Menina Dança”.

Milton Nascimento & Lô Borges – Clube da Esquina (1972)

O melhor álbum do coletivo mineiro liderado pelos cantores e compositores Milton Nascimento e Lô Borges foi lançado em formato de LP no ano de 1972, pela EMI-Odeon. Entre as principais músicas do disco estão sucessos como: “Tudo Que Você Podia Ser”, “O Trem Azul”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Paisagem da Janela”, “Nada Será Como Antes”, entre tantas outras.

Tim Maia – Tim Maia (1970)

Esse é o primeiro álbum de estúdio gravado pelo cantor e compositor Tim Maia, e foi lançado em 1970, pela Polydor, antiga Polygram. O disco também foi um dos mais vendidos do ano seguinte ao seu lançamento e traz clássicos da carreira de Tim Maia, como “Azul da Cor do Mar”, “Eu Amo Você” e “Primavera (Vai Chuva)”.

Jorge Ben – A Tábua de Esmeralda (1974)

O décimo primeiro disco do cantor Jorge Ben Jor foi lançado em 1974, no formato de LP, pela Philips Records. Considerado o mais importante da fase chamada de “alquimia musical”, ele traz canções consagradas, como “Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas”, “O Homem da Gravata Florida”, “Errare Humanum Est”, “Menina Mulher da Pele Preta”, “Minha Teimosia, Uma Arma pra te Conquistar”, “Brother” e o “O Namorado da Viúva”.

Caetano Veloso – Transa (1971)

Lançado em 1972, pela Polygram, o LP marca a volta definitiva de Caetano Veloso ao país, após exílio desde 1969, em Londres. Entre as principais faixas do disco estão: “You Don’t Know Me”, “Nine Out of Ten”, “Triste Bahia”, “Mora na Filosofia” e “It’s a Long Way”.

Chico Buarque – Construção (1971)

Lançado em 1971, pela Phonogram/Philips, o disco foi composto em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil. Carregado de críticas ao regime militar vigente, o álbum conta com músicas do carioca em parceria com Vinicius de Moraes e Tom Jobim, como em “Desalento”, “Samba de Orly”, “Valsinha” e “Olha Maria (Amparo)”, além dos sucessos “Deus Lhe Pague”, “Cotidiano” e “Construção”.

Cartola – Cartola (1976)

O segundo álbum oficial do sambista carioca foi lançado em 1976, pela Discos Marcus Pereira. Com grande sucesso de crítica no Brasil e exterior, o disco conta com os sambas “As Rosas Não Falam”, “O Mundo É Um Moinho”, “Ensaboa”, “Cordas de Aço”, entre outros.

Os Mutantes – Os Mutantes (1968)

O álbum de estreia da banda foi lançado em formato de LP em 1968, pela Polydor. É considerado um dos mais importantes álbuns da história da música no país por apresentar um som inovador, que mistura elementos da música brasileira com o rock psicodélico e experimental. Entre as faixas, vale destacar “O Relógio”, “Senhor F”, “Trem Fantasma”, “Tempo no Tempo (Once Was a Time I Thought)” e “Ave Gengis Khan”.

João Gilberto – Chega de Saudade (1959)

O disco, lançado em 1959, pela Odeon, marca o surgimento do cantor e compositor João Gilberto, tornando conhecido o movimento da Bossa Nova. O álbum conta com composições da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes, além das faixas “Chega de Saudade”, “Brigas, Nunca Mais”, “Saudade Fez Um Samba”, “Desafinado” e “Rosa Morena”.

Elis Regina & Tom Jobim – Elis & Tom (1974)

Por fim, o disco lançado em 1974, pela gravadora Polygram, marcou o encontro de dois dos maiores nomes da música popular brasileira e contou com arranjos de César Camargo Mariano, pianista e então marido de Elis. Entres os vários clássicos do gênero, estão “Águas de Março”, “Corcovado”, “Inútil Paisagem”, “Modinha” e “Só Tinha de Ser com Você”.