Dicas eficazes para sair do endividamento


De acordo com o último levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgado em julho de 2019, 64% das famílias brasileiras estão endividadas de alguma forma. Esse foi o maior percentual de endividamento registrado desde julho de 2013. O cartão de crédito foi apontado como a principal forma de acúmulo de dívidas e inadimplências, mas os meios são variados: cheque especial, carnês de compras parceladas, financiamentos e empréstimos.

A boa notícia é que é possível reverter esse quadro com um pouco de autocontrole, disciplina e informação. A seguir, listamos os seis principais caminhos para quem deseja quitar as dívidas, fazer reservas de emergência e ainda fazer aplicações em investimentos seguros e rentáveis para curto, médio e longo prazos.

1. Fazer uma análise detalhada dos gastos

Pode ser em folha de papel, planilha ou aplicativo de finanças pessoais: a forma de relacionar os gastos vai depender do gosto de cada um. O importante é listar todas as despesas mensais para visualizá-las com clareza. É preciso incluir nessa lista os custos de moradia (aluguel ou parcela do imóvel, energia, água, condomínio e gás), telefonia móvel, internet, vestuário, TV por assinatura, saúde, educação, transporte, alimentação, lazer, prestadores de serviços etc. Ou seja, é necessário analisar detalhadamente todos os gastos fixos, variáveis e extras.

2. Cortar despesas

Depois de analisar os gastos mensais, é hora de decidir o que cortar ou diminuir. A academia de ginástica pode ser substituída por atividades ao ar livre sem custos. Os aplicativos de transporte podem ser deixados um pouco de lado, bem como as refeições delivery e em restaurantes. Vale também rever os planos de telefonia e TV por assinatura: em muitos casos as pessoas pagam mais do que realmente usam. Outra dica é cancelar por um tempo os supérfluos, como roupas, calçados e acessórios dispensáveis, e gastos excessivos com lazer.

3. Evitar o uso do cartão de crédito

Quanto mais opções de cartão de crédito o consumidor possui, mais são as chances dele se enrolar com os pagamentos. O ideal é usar apenas um cartão e somente em situações em que realmente valem a pena ou quando não há outra forma de pagamento. Saques com cartão de crédito, nem pensar. As taxas de juros são as maiores do mercado, portanto, o boleto do cartão deve ser pago em dia, sem um dia sequer de atraso. O ideal é manter o controle das finanças, realizar os pagamentos à vista e evitar ao máximo usar este recurso no dia a dia.

4. Fugir do cheque especial

Cheque especial é mais um grande vilão para quem ainda não consegue manter o controle das finanças. Assim como o cartão de crédito, as taxas dos bancos para o cheque especial são altíssimas, por isso é bom ficar alerta com o saldo bancário para evitar que a conta entre no vermelho. Aplicativos dos bancos ou outros de finanças pessoais são perfeitos para monitorar diariamente o saldo e ajudar a controlar os impulsos.

5. Fazer reserva de emergência

Uma reserva financeira é a garantia de uma noite de sono mais tranquila, principalmente em tempos de estagnação econômica e alta taxa de desemprego. Depois de quitar as dívidas, o próximo passo é poupar de forma segura. O ideal é que a reserva de emergência seja de três a doze seis vezes o custo de vida. Por exemplo: se o orçamento para o pagamento de todas as contas for R$ 5 mil mensais, a reserva de emergência deve ter pelo menos de R$ 15 a R$ 60 mil.

6. Investir de forma segura e rentável

Ao contrário do que muita gente ainda pensa, a poupança não é a melhor forma de garantir a reserva de emergência. É possível aumentar a rentabilidade do seu dinheiro por meio de investimentos tão seguros quanto a caderneta, porém mais rentáveis. Nesse cenário, os produtos de renda fixa são uma ótima escolha.

Tipos de investimentos em renda fixa

Os títulos de renda fixa são papeis emitidos por instituições financeiras, empresas ou governo para captar recursos junto a investidores, em troca de uma rentabilidade.

Uma boa opção para os investidores mais conservadores são os títulos públicos do Tesouro Direto. Por serem garantidos pelo Tesouro Nacional, os investimentos disponíveis – Tesouro Selic, Tesouro prefixado, Tesouro IPCA – são mais seguros do que qualquer outro oferecido por um banco ou instituição financeira privada.

Assim como no Tesouro Direto, investimentos em Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Letras de Crédito, sejam do Agronegócio (LCAs) ou imobilário (LCIs) são mais vantajosos que a poupança. São boas opções para quem deseja garantir uma reserva para médio e longo prazos.

Para começar a investir em produtos de renda fixa, é recomendado abrir uma conta em uma plataforma de investimentos, que oferece um leque maior de ativos e melhores condições para o investidor.