O que as edtechs vão deixar para o futuro?


É sabido que as startups revolucionaram a maneira de se empreender em todo o mundo. Por isso, temos visto cada vez mais mudanças em diversos segmentos, como saúde, educação, agronegócio, entre outros. As tecnologias que muitas dessas empresas oferecem são disruptivas, ou seja, rompem com os padrões e modelos já estabelecidos no mercado e, como consequência, trazem progresso para a sociedade como um todo. Mas o que será que as edtechs, startups de educação, deixarão para o futuro?

Com a inovação que esses novos empreendimentos trazem podemos esperar um futuro realmente promissor. Os desafios da educação no Brasil hoje são inúmeros, há escolas sem estrutura física, professores despreparados, processos internos burocráticos, sistemas educacionais arcaicos, crianças e jovens desestimulados, entre outros.

Um estudo organizado pela Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base em dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), mostra que o Brasil tem a segunda pior conectividade nas escolas. Tal comportamento é embasado muitas vezes em escolas que optam por trabalhar com conteúdos mais teóricos. E esse é um dos maiores desafios da atualidade, porque as novas gerações estão em constante transformação chegando até em casos onde os alunos podem ter mais informações que os próprios docentes sobre um determinado tema.

Nesse contexto, as tecnologias educacionais que procuram encontrar soluções para esses problemas, podem ser de grande valor. Segundo o mapeamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), hoje são 693 edtechs no país, posicionando o setor na liderança do ranking por atuação de mercado, com uma fatia de 7,68%. Entre elas, podemos destacar algumas que trazem inovações realmente relevantes, como a tecnologia de drones aplicada a educação, proporcionando experiência prática para os alunos; a Impressão 3D; Inteligência Artificial; e Realidade Virtual e Aumentada.

Há uma vasta gama de empresas que utilizam tecnologia para facilitar o contato entre a escola, pais e alunos nas demandas do dia a dia e, até mesmo, aplicativos que contribuem consideravelmente com os estudos, porque utilizam gamificação para estimular seus usuários com conteúdos educacionais.

Tudo isso, com o objetivo não só empreendedor, mas também visando um futuro melhor para o sistema educacional brasileiro que precisa mudar drasticamente no país. Ainda existem muitas escolas preocupadas com conteúdos que não despertam nenhum tipo de interesse. Motivar os alunos a aprender junto com entretenimento, por exemplo, pode ser muito mais proveitoso do que ler um texto de inúmeras páginas. A diversão está na forma de aprender.

Em linhas gerais, vislumbro um futuro realmente promissor, se essa estrutura for reformulada. Acredito que as autoridades responsáveis precisam sair um pouco “fora da caixa”, aproveitar toda essa tecnologia e pensar que mudanças precisam e devem ser feitas. Afinal, o futuro está nas mãos das próximas gerações e a educação é a base de tudo.

por Samir Iásbeck, CEO e Fundador do Qranio, plataforma mobile de aprendizagem que usa a gamificação para estimular os usuários a se envolverem com conteúdos educacionais em todos os momentos