Franquias: setor deve continuar se diversificando em 2020


Pensar que franquias se resumem a pontos comerciais em shoppings, já é coisa do passado. Nos últimos anos, o setor vem mostrando um crescimento expressivo e muita capacidade de se reinventar, tanto em modelo de negócio quanto em áreas de atuação. Dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising) relativos ao terceiro semestre de 2019, exemplificam que o setor está buscando inovar. Dentre os segmentos que mais cresceram em faturamento, em relação ao mesmo período do ano passado, estão Casa e Construção (9,1%); Moda (8,6%); Comunicação, Informática e Eletrônicos (8,3%) e Hotelaria e Turismo (7,2%) – bem diferente daquele predomínio de Alimentação e Serviços, como se tinha antigamente.

Esse crescimento pode ser explicado como uma das consequências da crise política e econômica que o Brasil tem enfrentado. Com menos oportunidades de emprego, as pessoas começaram a valorizar a independência financeira e tentar o próprio negócio. Entretanto, nem todos possuem uma veia empreendedora ou sabem como criar uma empresa do zero. Nesse sentido, as franquias se apresentam como opções mais prontas, com a facilidade de já terem estudos de mercado, público-consumidor, análise de concorrentes, possibilidades de ascensão, entre outros fatores importantes. Também por esses motivos, são alternativas mais seguras para quem quer investir.

As franquias ligadas à alimentação, saúde, beleza e bem-estar costumaram, por muito tempo, estar entre as principais possibilidades de investimento. Esse cenário começou a mudar a partir do momento em que as pessoas questionaram como poderiam aproveitar o próprio conhecimento como franqueado. Se, por exemplo, a pessoa trabalhou a vida inteira na construção civil e, de repente, se viu fora do mercado de trabalho, toda essa experiência não poderia ser desperdiçada. Então, por que não aplicar todo esse know-how em algo novo, dentro do segmento de franchising?

Ao mesmo tempo, as empresas que estavam em uma boa situação, mesmo durante a crise, entenderam que havia essa demanda de trabalhadores engajados, dispostos a empreender, e que poderiam contribuir na expansão dos negócios. Muito além de ter alguém para comercializar seus produtos ou serviços, as empresas entenderam que abrir franquias é democratizar conhecimento e permitir a transformação do mercado. Um franqueado vai reproduzir tudo aquilo que o empresário aprendeu a formular, entender os erros e como foi possível chegar aos acertos, o que é bom para ambos os lados.

Para que essa relação dê bons frutos, franqueadoras precisam estar dispostas a fornecer informações sobre o negócio. Só com esse conhecimento, o candidato poderá avaliar se possui as competências necessárias para gerir a franquia ou se precisará fazer parcerias com algumas áreas. Também é interessante para as empresas que desejam se expandir dessa forma, buscar franqueados por regiões, pois eles conhecem a linguagem e a cultura do mercado regional.

Justamente buscando democratizar a informação, a Prospecta Obras tem ajudado muitas franqueadoras da construção civil a expandir com mais facilidade e segurança. Por meio de uma extensa base de dados, as franquias podem estudar seus possíveis clientes e criar uma estratégia para melhor atendê-los. Antes mesmo de fechar negócio, as empresas já podem verificar se o mercado de determinada região está aquecido ou não e, assim, calcular melhor os riscos.

É possível transformar praticamente todo negócio em uma franqueadora, basta ter clareza dos objetivos a serem alcançados no processo de expansão e um profundo estudo do mercado. Para quem busca uma oportunidade para empreender em 2020, vale a pena considerar as franquias. Este é um setor em franca expansão e diversificação, o que representa um universo de oportunidades para serem exploradas nessa nova década.

por Wanderson Leite, formado em administração de empresas pelo Mackenzie e fundador das empresas ProAtiva e Prospecta Obras